SEMINÁRIO

Como fica o “dever de casa” quando o aluno passa a freqüentar a escola em horário integral? Deve ser mantido ou pode ser suprimido? Se mantido, passa a ser realizado na própria escola ou continua sendo enviado para ser feito em casa, após uma longa jornada letiva? No caso de ser feito na escola, quais os tempos, espaços e profissionais mobilizados para viabilizar sua realização? Quais os objetivos do dever de casa? Quais os papéis da escola e da família em relação a ele? Quais as funções da Escola de Tempo Integral? Em que medida e como essa nova realidade redefine as funções e responsabilidades educativas da família e da escola?

Essas e outras questões serão debatidas durante o Seminário de Pesquisa em Educação Básica: Dever de Casa e a Escola de Tempo Integral. O Seminário discutirá resultados de uma pesquisa realizada junto a escolas de ensino fundamental da Região Metropolitana de Belo Horizonte que desenvolvem projetos de ampliação da jornada escolar. A pesquisa investigou como o dever de casa tem sido tratado no contexto dos projetos de ampliação da jornada e, a partir dessa questão, focalizou as concepções de educação integral/de tempo integral, o currículo da escola de tempo integral e as relações família-escola nesse novo contexto. O Seminário será voltado especialmente para os sujeitos participantes da pesquisa, mas aberto a todos os interessados, mediante inscrições prévias gratuitas.

Data: 22 de agosto de 2015

Horário: 9h às 12h30min

Local: Faculdade de Educação da UFMG – Campus Pampulha – Belo Horizonte/MG

Inscrições: https://pt.surveymonkey.com/r/inscricaoseminario.

Informações: idc.ufmg@gmail.com; osfe@fae.ufmg.br; Fone 3409 – 6361 (falar com Jéssica ou Fernanda)

EVENTO

Sem títuloSerá realizada em Florianópolis, no campus da UFSC, no período de 04 a 08 de outubro de 2015, a   37ª Reunião Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, um dos mais importantes eventos de pesquisa em Educação no Brasil. O tema da 37ª Reunião Nacional é “Plano Nacional de Educação: tensões e perspectivas para a educação pública brasileira”.  O encontro reunirá  pesquisadores docentes e discentes da pós-graduação em educação do país,  os  quais participarão dos  23 Grupos de Trabalho (GTs) organizados conforme as temáticas abordadas. Três pesquisas do OSFE serão apresentadas no GT14, “Sociologia da Educação”. Confira aqui toda a programação do evento: http://37reuniao.anped.org.br/programacao/

EVENTO

A Sociedade Brasileira de Sociologia apresenta o XVII Congresso Brasileiro de Sociologia, que será realizado de 20 a 23 de julho de 2015, em Porto Alegre no Campus Central da Universidade do Rio Grande do Sul. O tema do evento é ‘Sociologia em Diálogos Transnacionais’, que chama a atenção para a importância dos debates correntes nas principais redes internacionais de pesquisa sociológica.

Um dos nossos membros do OSFE estará na coordenação de um dos GT’s (Grupos de Trabalhos), a professora Maria Alice Nogureira, com o tema ‘Educação e sociedade’.

Veja aqui a programação do GT8 do congresso:

http://sbs2015.com.br/wp-content/uploads/2015/03/GT08.pdf

Reunião Ampliada maio/2015

Temos o prazer de convidá-los para a próxima Reunião Ampliada (RA) de discussão da pesquisa:

“EXPECTATIVAS E PROJETOS DE CONTINUIDADE DE ESTUDOS DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA PÚBLICA ESTADUAL: UMA ABORDAGEM PRELIMINAR           ESTATÍSTICA”

                                                

Síntese: Esta pesquisa tem como objetivo identificar e analisar expectativas e projetos de continuidade dos estudos de alunos do ensino médio de uma escola estadual de uma cidade da região metropolitana de Belo Horizonte. Essas expectativas de (não) permanência no sistema de ensino e entrada no ensino superior serão investigadas à luz da inserção desses alunos num determinado contexto familiar de origem e escolar. Enfatiza-se, nesse projeto, o contexto escolar, buscando compreender, por um lado e principalmente, o papel da experiência escolar dos alunos investigados – expressa na sua trajetória e desempenho escolares – na construção de expectativas em relação à continuidade dos estudos e, por outro lado, a interpretação/percepção que os professores (e demais profissionais da escola) têm acerca das condições de possibilidade de construção de projetos de continuidade e de “desistência”. Buscar-se-á verificar em que medida e de que forma os próprios alunos e o grupo de professores concebem a participação das famílias como elemento explicativo do fenômeno a ser investigado. Essa pesquisa se filia aos estudos de caráter microssociológico que vêm sendo desenvolvidos no campo da Sociologia da Educação e, mais especificamente, da Sociologia das Relações Família-Escola. Três eixos temáticos nortearão a coleta e tratamento dos dados: o sucesso e o fracasso/“rupturas” escolares em meios populares, as relações entre as famílias e a escola e a relação com o tempo futuro. Do ponto de vista institucional, essa pesquisa se vincula aos estudos que o Observatório Sociológico Família-Escola (OSFE/Fae/UFMG) desenvolve, grupo de pesquisa do qual essa pesquisadora é membro. Os procedimentos metodológicos são: 1) aplicação de um questionário para identificação do universo social e escolar de todos os alunos do ensino médio regular da escola pesquisada; 2) realização de grupos focais e, secundariamente, entrevistas, com alunos e professores para aprofundamento nas questões centrais da pesquisa.

                                                     

                                                      Pesquisadoras:

                                      Profa. Maria José Braga (FaE/DECAE)

                                    Profa Flavia Pereira Xavier (FaE/DECAE)

                                            Colaboradores na pesquisa:

                                                    Ariadia Ylana (UFMG)

                                        Estevão Maldonado Ávila (UFMG)

                                   Sandra Regina Dantas Flontino (UFMG)

                                     

                                    Data: 28 de maio de 2015 – quinta-feira

                                                  Horário: 14h às 17h

                                    Local: Sala da Congregação – FaE/UFMG

                                              E-mail: osfe@fae.ufmg.br

Reunião Ampliada de abril/2015

Temos o prazer de convidá-los para a próxima Reunião Ampliada (RA) de discussão da pesquisa:

       “DEVER DE CASA, CURRÍCULO E RELAÇÃO COM AS FAMÍLIAS EM PROJETOS DE                                                    AMPLIAÇÃO DA JORNADA ESCOLAR”

Síntese: Esta pesquisa busca diagnosticar o modo como tem sido tratada a questão do dever de casa em escolas públicas de ensino fundamental que desenvolvem projetos de tempo integral , isto é, nas quais a jornada letiva foi estendida para 7 ou mais horas diárias. O dever de casa é tomado aqui como prática que, embora aparentemente periférica ou complementar ao que seria o cerne do processo pedagógico, revela dimensões importantes desse processo. No caso deste estudo pretendeu-se, a partir dos deveres de casa, discutir as concepções de educação em tempo integral, as diferentes escolhas curriculares a elas associadas e a relação família-escola nesse contexto. A pesquisa incluiu a aplicação de 206 questionários digitais a educadores de 173 escolas da região metropolitana de Belo Horizonte, além da realização de onze entrevistas em oito escolas estaduais e municipais do município de Belo Horizonte. Nesta Reunião Ampliada privilegiaremos a discussão de resultados parciais que dizem respeito à relação entre as escolas investigadas e as famílias dos seus alunos, focalizando especialmente as concepções dos educadores escolares e suas possíveis implicações. Financiamento da pesquisa: FAPEMIG/CAPES; OBEDUC/CAPES.

      

                                                           Pesquisadoras:

                        Tânia de Freitas Resende (Professora Associada – FaE/UFMG)

                          Mariana Gadoni Canaan (Bolsista de Apoio Técnico – UFMG)

                           Laís da Silva Reis (Bolsista de Iniciação Científica – UFMG)

                    Roberta Alves de Oliveira (Bolsista de Iniciação Científica – UFMG)

 Tereza Cristina Starling de Souza (Professora da RMBH, pesquisadora pelo OBEDUC/CAPES)

 

                                         Data: 30 de abril de 2015 – quinta-feira

                                                       Horário: 14h às 17h

                                        Local: Sala da Congregação – FaE/UFMG

                                                   E-mail: osfe@fae.ufmg.br

Edital de seleção

Comunicamos a seleção para o(a) novo(a) bolsista de extensão do OSFE.
Além de cuidar do site e das comunicações do grupo, o(a) bolsista deverá se envolver também em atividades de parceria com o Programa Família-Escola, da SMED-BH, articulando pesquisa e extensão
Mais informações no edital abaixo ou no link , duvidas entre em contato por email: osfe@fae.ufmg.br
EDITAL EXTENSAO 01-15.

Indicação de livro

Camadas populares e universidades públicas: trajetórias e experiências escolares

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PIOTTO, Débora Cristina, (org.). Camadas populares e universidades públicas: trajetórias e experiências escolares. São Carlos, SP: Pedro & João Editores, 2014. 273 p.


Camadas populares e universidades públicas: trajetórias e experiências escolares
, organizado por Débora Cristina Piotto, apresenta textos de pesquisadores brasileiros que focam na investigação do acesso e da permanência de estudantes das camadas populares em universidades públicas, colaborando com a compreensão das desigualdades de escolarização.

Os objetivos do livro são aprofundar as discussões ao redor do tema, buscando refletir os avanços, as lacunas e os desafios que se apresentam para o campo de pesquisa nesta área. E também favorecer o acesso a pesquisas referentes à temática, visto que faltam publicações desta ordem no Brasil e que a existência de alunos de meios populares no ensino superior é uma questão que chama a atenção de pesquisadores e de formuladores de políticas públicas.

As pesquisas trazidas pelo livro utilizam diferentes referenciais teóricos e abordagens metodológicas. Além disso, demonstram distintas realidades universitárias, focando detalhadamente na trajetória escolar ou na experiência universitária e ainda apontam diversos aspectos na discussão sobre a experiência desses estudantes.

Um ponto comum dos estudos apresentados é que contêm a consideração da complexidade, das contradições e dos desafios pertinentes à presença das camadas populares em universidades públicas.

Maria Alice Nogueira, pesquisadora do OSFE, comenta sobre o exemplar: “Tenho certeza de que este livro será muito útil para todos aqueles que se interessam pelo tema das desigualdades sociais de acesso ao ensino superior, no país, bem como pela nova conjuntura de relativa abertura desse nível do ensino a novos grupos sociais.” Para ela, o livro parece de grande relevância, pois contribui para alargar nossa compreensão das lógicas que regem essa forma de inclusão educacional.

A autora do livro, Débora Cristina Piotto, é professora Adjunta do Departamento de Educação, Informação e Comunicação da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Ribeirão Preto/USP. É doutora em Psicologia escolar e desenvolvimento humano pelo Instituto de Psicologia da Universidade e São Paulo (USP).

Os capítulos incluem vários trabalhos de pesquisadores ligados ao OSFE:

– Em que consiste a excelência escolar nos meios populares? O caso de universitários da UFMG que passaram pelo Programa Bom Aluno de Belo Horizonte (Maria José Braga Viana);

– De escolas públicas estaduais ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) (Wania Maria Guimarães Lacerda);

– Estudantes de origem popular nos cursos mais seletos da UFAC (Maria do Socorro Neri Medeiros de Souza);

– A vida universitária de estudantes pobres na UFMG: possibilidades e limites (Écio Antônio Portes);

– Estudantes com desvantagens sociais e os desafios da permanência na universidade pública (Wilson Mesquita de Almeida).